Antes que se te huya el miedo de sentir
Antes que enferruje o desejo do devir
Antes que o tempo lance seu manto
E que a ciranda pare de rodar
Después de sufrir el yugo de la solitudine
Depois de servir aos ideais alheios
Depois que Borges morra na Tahir
E o tempo guarde seus anseios
Antes profeta morto que bardo vivo
Depois do arroto do ego, um ser cativo
Branca Naslimo
Quem sou eu
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Canto de bardo
Na casa barulho de reza
Na rua um canto de bardo
Na casa gemido que preza
Na rua o sangue do pardo
O inimigo errado empresta
O sonho torto ao narço
Ao não inimigo só resta
A tristeza do mês de março
Branca Naslimo
Na rua um canto de bardo
Na casa gemido que preza
Na rua o sangue do pardo
O inimigo errado empresta
O sonho torto ao narço
Ao não inimigo só resta
A tristeza do mês de março
Branca Naslimo
Cão engarrafado
Pra doze anos de solidão
Vive o cão engarrafado
Pra doze anos de perdão
Pede meu podre pecado
A cansada agulha navega
O negro mar ondulado
É vela leve que vela
O velho vinil calejado
Vermelha, é tiê-sangue
Vitrola de fogo candeia
É barro roxo de mangue
Estrela que sangra n'areia
Branca Naslimo
Vive o cão engarrafado
Pra doze anos de perdão
Pede meu podre pecado
A cansada agulha navega
O negro mar ondulado
É vela leve que vela
O velho vinil calejado
Vermelha, é tiê-sangue
Vitrola de fogo candeia
É barro roxo de mangue
Estrela que sangra n'areia
Branca Naslimo
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
CATARSE CÁUSTICA
tempo tempo canto vento
tempo sento aguardo assento
ungüento amplo e sedento
de amarga e sombria dor
de amar o remordimento.
tempo lapso largo claustro
fito o foco do dito retrato
rato roupa rito amordaça roça
raça marcada de pimenta rosa
abraça o rastro ocluso na mata.
lâmpada elã de teu doce ópio
luz que câmara aclara e obscura
música caustica a espuma plástica
trôpegos pulama cama eclesiástica
rapto catálise catarse do óptico.
helênico nimbo alambe-me aface
satânico símbolo profana frasse
silhueta-te figura sujeita aum poder
de fatos a rua que podem te foder
jejum-de seminua languida lua.
a garça-te pelos cantos que te quinam
enlaça-me pelas mantas que meninam
mnemônico recordo o corto quando eclode
sujeita teu campo que arado te recorde
martes teu lunes amanhana meu dia.
Naslimo Toneser
28/07/2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
NO ESCURO COM CESARE PAVESE
Mesmo onde se valem apenas as armas,
Os sinais do escuro mudo imperam.
Não se vêm cabras ou encantos de meninas.
No escuro se valem as cansadas pernas do velho
e o sutil olfato a perceber trufas sob a terra.
"No vale nem mesmo o fuzil serve a coisa nenhuma:
no escuro só existe a folhagem".
Naslimo Toneser
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Lo Invisible
Lo invisible a veces viene del mar,
otras del placer indescriptible
de dormir y no soñar.
Lo invisible está en fondo del vaso de vino,
está en el Ser de levedad insoportable,
y en la seguridad de lo desconocido en el camino.
Lo invisible está en el baño de un bar,
está en las entrañas de un pescado,
y en el preciso instante de titubear.
Lo invisible está en el poder de cambiar,
está entre las grietas del tablado,
y en lo que conduce al ebrio en su caminar.
Lo invisible está en el aire puro,
está bajo las sábanas de invierno,
y en la soledad del cuarto oscuro.
Lo invisible está en la fuerza del dolor,
está en el secreto de un candado,
y en las flores que aun muertas exhalan olor.
Lo invisible está en una granada de gas,
está en las botas de un soldado,
y en el motivo del silencio mordaz.
Lo invisible está en los acordes de Jobim,
está en el bronce de Rodin y en los celos de Camille.
reside en el destino que conoce su triste fin.
Lo invisible está en la trinchera del enemigo,
está en la cápsula de una bala de fusil,
y en el motivo de las palabra que te digo.
Lo invisible está ahí,
nomás, en el horizonte.
Esa desconocida y lejana
línea que huele a creación, miedo y pena.
Lo invisible está en la
ansiedad por la hipótesis
de la pereza de los
dioses, o de Galileo, en traer
más una vez al amanecer escandaloso.
Naslimo Toneser
terça-feira, 5 de julho de 2011
Rio de Janeiro III
Rio de amanheceres oclusos,
de longas noites veladas,
de um louco amor inconcluso,
de tantas cruzes e tantas espadas.
Rio que alimenta meu ego,
que usurpa meus sentimentos.
Ainda que pouco ou mal te enxergo,
faço dos teus ruídos meus acalantos.
Rio de muitas danças e cirandas,
terra de meus nortes e nordestes.
De onde vêm estas mudanças
que propagas sobre minhas vestes?
Rio caudaloso de lapsos,
de tristes e difíceis compassos.
De naus queimadas estás cheio
e podes contar a minha no meio.
Ernesto Molinas
06/07/2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Mar de Fondo
Tengo sueño, tengo miedo.
Tengo sed de viento, hambre de mar.
De las olas, que hace rato dejé de navegar,
No sé ni jota, pero sí sé que en el suelo no yago.
Tengo la ansia de soñar, de iludir, de conquistar,
De salir a jugar con mi destino.
Iré, angurriento, a beber el mal vino,
Repartiendo mi mala leche entre los bares,
Entre las gentes que no conozco, pero amo,
Entre las mujeres que me enseñaron a sufrir.
Por la sangre de los maridos traídos, al infierno
Del frio eterno me iré, pero sí llevo
Conmigo mis musas, sus recuerdos del penar
Y el color y el olor de sus sangres en la blusa.
Las sábanas sucias de hacer el amor quemarán,
Arderán en brasa junto a mis recuerdos,
Junto a mi muerta memoria que en cenizas yacerá
En el fondo profundo y oscuro del lecho de los mares.
Wilhelm Sanilom
domingo, 29 de maio de 2011
Luto pelo futuro
Chico toca seu lógico
enquanto o relógio cai
e o tempo manda lembranças.
A noite não sabe das danças
pelas que passam as mágicas
de um pensamento que não sai.
Lembro dos remotos lapsos de sim,
da ausência de amores sem fim
e da finalidade dos dias bêbados.
Nesta jornada que por fim se esvai
apenas desejo o sono das crianças.
Que o vivo presente não sofra
com o remanso dos futuros, e
Que ao passar, a cadência não lute
contra a dissonância das mudanças.
Que não te ponhas de luto
pelas mortes que vais enfrentar.
Que não temas num dia distante
o poder da liberdade de mudar.
Ernesto Molinas
11/05/2011
domingo, 22 de maio de 2011
LUNA SECA, BLANCA LUNA
La luz blanca que fluye por entre las grietas
Que se forman con el pasar del viento entre las nubes
Suele a la antítesis de la sequia de nuestra tierra,
Suele a la ausencia del amor que tanto deseo.
Esta tierna luz que inunda a los oscuros cielos
con la intensa sequedad de la reina de los astros
Es como el amargo sabor del rechazo
De la que pienso estar seguro de amar.
Como la humedad que huyó del suelo intentando ese lejano beso,
Yo intento escapar de mi realidad de claroscura soledad
Para encontrar el calor en los virtuales brazos de mi musa.
Yo que torpemente pienso ser posible tocarle el corazón
Soy aun más torpe que las minerales nubes cuando sueñan
Tocar a los senos de la redonda diosa de la oscuridad.
Así somos de torpes los que amamos la imposibilidad
y lo platónico que hay en querer a una diosa bella y desnuda.
Con eso, y nada más, nos pasamos la vida y nos gastamos
Esta parca existencia que vulgarmente llamamos Eternidad.
Y si lo hacemos, es porque no nos queda otra que iludir
A estos sentidos que irracionalmente pensamos no poder
Dejar de tener, de temer, de odiar,
Y de profundamente querer.
Wilhelm Sanilom
domingo, 10 de abril de 2011
Rio de Janeiro II
Esta cidade é um belo e pegajoso
Sapo gordo, de sangue quente e úmido,
De ruas largas com bares e luzes,
De becos estreitos com cheiro de mijo,
Com plantas maltratadas e verdescentes.
Um grande, rugoso e colorido sapo
Que engolimos aos poucos e alegremente,
Devido ao seu anestésico veneno.
Ernesto Molinas
10/04/2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
Epíteto Flotante
Cuando muera quiero
Un epíteto flotante,
Un marullo eterno
que me acompañe
Por la lentitud y la turbulencia
de las corrientes marinas,
Por violencia de las olas
Que quiebran sobre las costas.
N A N
A G D
V E O
De los hielos polares
A los arrecifes de coral.
Así quiero que vivan
Mi muerta memoria
y mis cenizas cansadas.
Wilhelm Sanilom
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"UNIVERSO
Con el mar
me hago
un ataúd
de frescura"
Rio de Janeiro I
O apartamento do Largo do Machado,
Apesar de alto e afastado,
querendo imitar a altura dos morros,
é côncavo, e não convexo.
Recluso abrigo, inferno no estomago
de uma cidade que me engole enquanto a vivo.
Ainda não aprendi a vivê-la e não sei
Se me estimula ou oprime.
Não sei se me engole, ou se tento engoli-la.
O que sei é que terminarei digerido ou engasgado.
Ernesto Molinas
0X/03/2011
sábado, 26 de março de 2011
Revista Mahout
Aqui vão os links para as duas edições já publicadas da Revista Mahout.
Este é um projeto que venho cultivando nos últimos anos com alguns amigos espalhados pelo mundo, espero que os eventuais visitantes deste desértico blog as desfrutem.
MAHOUT #1: LA CEACIÓN
http://pt.calameo.com/read/000409412317148db566e
MAHOUT #2: EL RIESGO
http://pt.calameo.com/read/000409412cf03b00b406e
Este é um projeto que venho cultivando nos últimos anos com alguns amigos espalhados pelo mundo, espero que os eventuais visitantes deste desértico blog as desfrutem.
MAHOUT #1: LA CEACIÓN
http://pt.calameo.com/read/000409412317148db566e
MAHOUT #2: EL RIESGO
http://pt.calameo.com/read/000409412cf03b00b406e
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Pobre Serafim
Enquanto os conhecimentos se refazem,
Admiro meus sentimentos que se esparcem.
Quanto mais logia pensativa busco ter,
Menos se aclara a razão de meus não-sentimentos.
Os amores de ontem, hoje são dores
Que carrego em minh’alma aturdida.
Pessoa não mais está em mim.
Enquanto isso, uma estranha forma de ódio, sim!
Dado isto, não anseio outro fim,
Que não o de um pobre Serafim.
Indago-te!
Oh, odioso Deus da eternidade,
Sabes tu, o que serei de mim?
Ernesto Molinas
26/09/2010
Lambe Lambe
A ansiedade da iminência se incorpora.
Os personagens em polvorosa se apresentam.
A vergonha e os cruzados vão embora.
Enquanto na multidão, os imutáveis se lamentam.
Ante a câmara, o escuro mudo impera.
A expectativa, não há quem não a tenha.
No clarão de pólvora sem demora,
Uma invertida realidade se desenha.
Fora do manto negro que os ocultava,
Os encandeados olhos do que opera
Se deparam com a realidade que inventara,
Invertida, vertendo da mais pura treva.
Volta ao breu com brevidade, o pensamento
Permeando as entranhas da mais longínqua brenha.
Ernesto Molinas
02/05/2010
Farewell Barajas
El día en que me fui de España
Mis ojos quisieron sufrir.
Hoy, una manta de mil telarañas
No deja olvidar, pero si consentir.
El día en que me fui de España
La guerra estaba en su porvenir,
Y los látigos azotando mis entrañas
Avisaban la proximidad de mi partir.
Un par de hostias me quedaron de herencia.
Gran premio para un Pierrot como yo,
Que posa hojas de parra sobre el canasto de la conveniencia.
Surgiendo, hora tras hora, en busca de clemencia.
Surcando, descorchando botellas de mala leche
Para celebrar el soberbio suceso de mi decadencia.
Ernesto Molinas
09/03/2010
Paradoja Del Tiempo
Notas iniciales de un año que todavía no ocurrió,
Disonantes como arias escupidas por liras de tripas sin curtir.
Falta de ganas y iniciativas para probar que uno aun no murió.
Angustia frente al comodismo, paradoja de la embarazada que no quiere parir.
Ahora, el tiempo que amo y odio, mas una vez
Me azota contra su implacable ambigüedad.
Mas que bello, señor de la eternidad,
Vete a la quintísima puta que te parió.
El tiempo es un bajo inmortal que marca
Interminables y complejísimos compases.
Por la mismísima inexistencia de dios
Te pido que me traigas la felicidad de tu ausencia.
Ernesto Molinas
09/03/2010
Deprisa, Deprisa
Hazte prisa, que tenemos que salir.
Rumbear al norte por intento de seguir
Lamiendo botas ajenas,
Comprando soluciones obscenas.
Hazte prisa, que hoy hay que huir
De los lamentos eternos de nuestras
Consciencias empedernidas,
De los hallazgos obvios pero aun desconocidos
Que siempre los hay por el camino.
Hazte prisa, pues ahora nos queda correr
Hacia horizontes desbravados y quizás aburridos.
La no novedad del odio que mueve y aplasta,
Que nasce y crece mientras subastas
Las sobras dejadas por tu inconsciencia.
Hazte daño, pues ya no hay más que hacer.
No llorar muertes centenarias,
Ni plantear el soñado viaje a Canarias.
Surcar la dura arena
Buscando tus viejas penas.
Hazte prisa, ya vas a morir!
Por mis manos, las tuyas y las del ocaso;
Dejarás atrás los lamentos no pronunciados;
Llevarás contigo la eterna soledad en que viviste.
Ernesto Molinas
27/01/2010
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